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	<title>Conselhos Não Recomendados</title>
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	<description>por Rafael Slonik</description>
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		<title>A nossa vida é breve, uma pequena memória</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 04:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Slonik</dc:creator>
				<category><![CDATA[pontos-chave]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa vida passa tão rápido quanto um cumprimento de “Feliz Ano Novo” e este é o tempo em que tudo acontece. Tudo de bom e de ruim, escolhas e destino. Um pequeno fato percebido não por mim, mas pela pessoa que começou a compartilhar o tempo comigo, me trouxe a esta breve reflexão de como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa vida passa tão rápido quanto um cumprimento de “Feliz Ano Novo” e este é o tempo em que tudo acontece. Tudo de bom e de ruim, escolhas e destino. Um pequeno fato percebido não por mim, mas pela pessoa que começou a compartilhar o tempo comigo, me trouxe a esta breve reflexão de como as coisas são.</p>
<p>Talvez o tempo passe tão rápido porque percebemos o tempo de forma não linear. Lembramos de fatos aqui e alí e não em uma linha. Não precisamos lembrar de ontem para lembrar de antes de ontem. Assim, a distância entre um e outro ano não existe nas lembranças, são apenas fatos diferentes, mas não estão distantes uns dos outros.</p>
<p>A distância que também é geográfica não interfere nas lembranças, os dias que você passa no Brasil ou em outro país ficam marcados no mesmo lugar da sua memória. Seja em Paris, Rio de Janeiro ou Tókio, o que muda no âmbito das memórias são os fatos.</p>
<p>Depois de expor estas ideias posso dizer o que sucedeu. O último dia do ano de 2010 estive em Santiago, no Chile. E lá passei a tão simbólica virada do ano em uma praça, vendo os fogos depois de ter comido cachorro quente de posto de gasolina como ceia. Após o começo dos fogos, todo mundo comemorou com seus familiares, cumprimentaram os que estavam próximos, e então, todas as pessoas foram até os policiais que estavam alí organizando o trânsito e cuidando da segurança, para cumprimentá-los como se fossem da família.</p>
<p>No último dia do ano de 2011 passei em Balneário Camboriú, no Brasil. O clima não colaborou em nada, muito vento e chuva. Mas todos foram até a praia ver os fogos. Todo mundo na praia comemorou com os familiares, não vi uma pessoa sequer se dirigir até os policiais que estavam próximos. Minha namorada apontou o fato e na mesma hora tive a ideia de escrever este texto. Sem querer apontar nada de errado, cultural, etc. Quis apenas registrar como pequenos fatos ficam marcados na nossa memória, como este aconteceu.</p>
<p>E desses pequenos fatos é que os anos se formam, é que as vidas acontecem. Pequenas lembranças empacotadas para surgirem avisando para fazer isso ou aquilo. Aí nossas escolhas são moldadas e aprendemos com nossa história. Lembranças de Santiago ou de Balneário Camboriú, iguais em forma, diferentes em conteúdo.</p>
<p>Somos o conjunto de todas essas pequenas lembranças, somos histórias que se juntam através de lembranças compartilhadas. Nossa vida não passa de momentos, momentos tão breves quanto um cumprimento de “Feliz Ano Novo”.</p>
<p>Esta memória em particular me lembrou que estou vivo e escolho o que fazer em seguida. Cumprimentei os policiais, que tenham um “Feliz Ano Novo”. Que todos nós tenhamos um ano melhor que o anterior, sem esquecer do que passou, porque viver é lembrar e fazer um futuro melhor.</p>
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		<title>O fígado da geladeira</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 17:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Slonik</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A memória humana é incrível. No almoço de hoje passei no bufê pegando de tudo um pouco, e de repente avistei uma tigela com fígado. Alguns odeiam, e outros que como eu amam, jamais esquecem lembranças que envolvem algo que desperta sentimentos tão antagônicos. A lembrança foi conveniente e trouxe um sentimento de lar, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A memória humana é incrível. No almoço de hoje passei no bufê pegando de tudo um pouco, e de repente avistei uma tigela com fígado. Alguns odeiam, e outros que como eu amam, jamais esquecem lembranças que envolvem algo que desperta sentimentos tão antagônicos.</p>
<p>A lembrança foi conveniente e trouxe um sentimento de lar, de aconchego, de quando eu era criança. Lembrei a época da infância, em que nas tardes ociosas fuçava a geladeira atrás de qualquer coisa para comer.</p>
<p>Então de vez em quando deparava-me com um prato com sobras da carne do almoço, e algumas vezes essa sobra foi de fígado empanado. Eu devorava aquele fígado empanado naquele estado, gelado, e era melhor que tudo.</p>
<p>E é incrível como o valor das coisas aumenta quando não se tem mais, como o fígado empanado na geladeira numa tarde qualquer da minha infância.</p>
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		<title>Ego</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 00:09:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Slonik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não consigo escrever mais nada sobre mim. É muito egocentrico o ato, toda vez que insisto até sinto mal estar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo escrever mais nada sobre mim. É muito egocentrico o ato, toda vez que insisto até sinto mal estar.</p>
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		<title>Os olhos dela</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 15:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Slonik</dc:creator>
				<category><![CDATA[sentimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela tem olhos lindos, tem um corpo tentador, um rosto de linhas viciantes. Queria tê-la apenas para olhá-la. Os beijos seriam apenas uma forma de satisfazê-la. O sexo idem. Desejo além de tudo estar junto daqueles olhos para descobrir os traços da íris, e o tom exato daquele verde. Todos os dias eu passaria a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela tem olhos lindos, tem um corpo tentador, um rosto de linhas viciantes. Queria tê-la apenas para olhá-la. Os beijos seriam apenas uma forma de satisfazê-la. O sexo idem. Desejo além de tudo estar junto daqueles olhos para descobrir os traços da íris, e o tom exato daquele verde. Todos os dias eu passaria a mão no rosto dela e aprenderia a reconhecer todas as imperfeições que a fazem &#8211; você deve imaginar qual a palavra &#8211; perfeita. Perfeita para mim, do mundo não me recordarei quando estiver com ela. Perfeita para o mundo não precisa ser, eu seria o mundo, seria o que ela quisesse. Tudo para olhar aquele olhar dia após dia.</p>
<p>Mas ela não tem interesse em alguém que a reconheça como o ponto perfeito do universo. Ela não quer alguém que a ame e apenas a ela. Ela não entende o quanto eu desejo tê-la para – adivinhem a palavra – sempre. O que esta mulher pretende, é ser inconstante. É ter crise após crise, injustificadas, e ter um ombro que a ouça nos momentos de fraqueza. Ela é egoísta, e a felicidade não quer compartilhar com alguém que apareceu por um capricho da vida. Ela não sabe, mas de tudo o que é possível, o melhor está ali, pronto para ela. Talvez seja como a criança que deseja crescer, e quando cresce não consegue deixar de sentir saudades lascivas da infância.</p>
<p>Dessa mulher que falo, eu conheço o futuro. Ela irá cair em mãos que só querem usá-la como fazem com uma pedra que jogam no lago para divertir-se na contagem de pulos que ela negocia com a superfície da água. E por vezes ela vai afundar, e afundar. E aqui não é fundo do poço apenas por não se tratar de um poço, e sim de um lago, que seja: fundo do lago. É lá que ela vai perecer por não enxergar o quanto eu a desejo.</p>
<p>E qual a culpa desta mulher que não reserva interesse por mim, e que tem olhos agressivos? Nenhuma. E por isso que eu continuo a amá-la até quando o momento do nosso encontro no fundo do lago chegar, eu como uma isca descontente com o trabalho de sempre, irei nadar até ela e abraçá-la. Quando a luz cegar seus olhos, ela terá por mim um carinho infinito, e logo depois vai me amar. Sei que não terei passado a vida com aquele corpo, com aqueles olhos e com aquele rosto, em tantos outros corpos terei procurado o dela, tantas serão as garotas amadas, mas em todas elas verei olhares inertes. Os corpos que vou beijar, eu já sei, não terão a cor do dela. Será, enfim, meu olhar focando o dela.</p>
<p>Por que você é tão linda a ponto de me fazer ter um futuro conhecido? Existem outras como você? Eu preciso de esperança. Pena que só encontro esperança em seu olhar. E ele não é meu.</p>
<p>__</p>
<p><em>Texto criado em uma sexta-feira 13, janeiro de 2009</em>.</p>
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		<title>Despesas do mês de Setembro</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 17:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Slonik</dc:creator>
				<category><![CDATA[detalhes]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho por costume registrar todos os meus gastos em uma planilha, faço isso desde abril do ano passado e tem sido um importante instrumento de inteligência financeira. Outro costume é dividir alguns insights do fechamento do mês com meus seguidores no twitter, minha ideia é causar o interesse das pessoas pelo controle financeiro pessoal, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho por costume registrar todos os meus gastos em uma planilha,  faço isso desde abril do ano passado e tem sido um importante  instrumento de inteligência financeira. Outro costume é dividir alguns  insights do fechamento do mês com meus seguidores no twitter, minha  ideia é causar o interesse das pessoas pelo controle financeiro pessoal,  para que isso se torne um costume comum (porque hoje ainda não é, se  você controla seus gastos e registra tudo, você é parte de uma minoria).</p>
<p>Tenho vinte e poucos anos, moro sozinho, tenho carro, namorando,  gosto de tecnologia, abri um escritório para trabalhar com conteúdo para  internet, concluí minha primeira graduação e sou financeiramente  independente desde os 18. Tem muita gente igual a mim por aí, e nossos  gastos devem ser bem parecidos. No mês de setembro a ordem das minhas  despesas ficou assim:</p>
<ol>
<li>Coisas</li>
<li>Alimentação</li>
<li>Moradia</li>
<li>Carro</li>
<li>Telefone</li>
<li>Saques</li>
<li>Bar e Balada</li>
<li>Saúde</li>
<li>Impostos</li>
<li>Viagens</li>
<li>Lazer</li>
</ol>
<p>Essas categorias foram as que designei lá no começo, em abril do ano  passado, para a minha planilha. Têm funcionado perfeitamente. <strong>Coisas</strong> abrange todo objeto, como eletrônicos, móveis, roupas, acessórios,  livros, cacarecos, etc. Alimentação é óbvio. Moradia é aluguel,  condomínio, lavanderia e a conta de luz (de longe é o meu custo que  menos tem variação). Carro é gasolina e outras despesas com o veículo.  Telefone é basicamente o fixo e o celular (junto com adsl). Bar e Balada  é tudo que envolve álcool. Em Saúde coloco gastos em farmácia e a  mensalidade da natação. Impostos é onde o governo pega a parte dele.  Viagens é despesas com tickets aéreos, hotéis e outras tarifas. E por  último Lazer, que engloba cinema e outras pequenas despesas.</p>
<p>O  gasto em Coisas está na liderança tem uns meses por causa da compra do  iMac, que parcelei em dez vezes porque no valor a vista não iria ganhar  desconto. Comprar a prazo porque não se tem desconto a vista é uma  armadilha que aprendi neste ano. Racionalmente é vantagem, pois o  dinheiro que empenharíamos na compra a vista pode render, fazendo uns  poucos trocados a mais no período em que se está pagando. O problema é  que sempre teremos compras novas e pior, imprevistos.</p>
<p>O pagamento  do iMac termina em novembro, assim como quase todas as contas  parceladas. Minha intenção é começar janeiro sem conta alguma no cartão  de crédito.</p>
<p>Os gastos com alimentação subiram após começar a  namorar, é normal, afinal começa-se a frequentar restaurantes mais  vezes. No meu caso a alta foi de 400%! A princípio assusta, mas tem  explicação: meu gasto com alimentação era muito baixo. E outra: gastos  com Bar e Balada caíram 90%, houve uma tranferência de categoria. Muitas  das despesas com alimentação anteriormente acabavam por ficar embutidas  na conta do bar, onde eu jantava e já tomava uma cervejinha com o  pessoal.</p>
<p>O Carro foi um elemento que pesou bastante, além do alto gasto com gasolina, tive a última parcela da revisão. As outras despesas não tem um peso consideravelmente alto.</p>
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