Conselho de escrita de 30 anos viraliza na internet

Excerto do livro “100 Ways To Improve Your Writing” (“100 maneiras de melhorar sua escrita”), de 1985, viralizou na internet. O autor, Gary Provost, recomenda a uso alternado de frases longas e curtas. Não parece impressionante. Até que você lê e percebe como soa muito melhor no exemplo dele.

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“Esta frase tem cinco palavras. Aqui há mais cinco palavras. Usar cinco palavras é legal. Mas várias juntas ficam monótonas. Escute o que está acontecendo. A leitura se torna tediosa. O som começa a zumbir. É como um disco riscado. O ouvido pede mais variedade.

Agora ouça. Vario o comprimento de cada frase, e crio música. Música. A escrita canta. Tem um ritmo agradável, uma cadência, uma harmonia. Uso frases curtas. E uso frases de comprimento intermediário. E às vezes, quando estou certo de que o leitor está descansado, o envolvo com uma frase de comprimento considerável, uma frase que arde com energia e que sobe com todo o ímpeto de um crescendo, do rufar de tambores, do choque dos címbalos – sons que dizem: ouça isto, é importante.

Portanto, escreva com uma combinação de frases curtas, médias e longas. Crie um som que agrade ao ouvido do leitor. Não escreva apenas palavras. Escreva música.”

Outro dos conselhos publicados por Gary merece igual atenção. “Não use clichês”. Reproduzida uma tradução livre a seguir:

“Clichês são carne de vaca. Se viu um, viu todos. Já foram usados demais da conta. O prazo de validade deles venceu. Eles são um arroz de festa. Por causa deles o escritor parece burro feito uma porta, e o leitor dorme a sono solto. Então, seja astuto feito uma raposa. Fuja dos clichês como da peste. Se você sentir que vai usar um, caia fora; é uma batata quente. Fique esperto! Escreva algo que seja fresco como a rosa, lindo de morrer, e ardido feito pimenta. É melhor prevenir do que remediar.”

O livro está disponível na Amazon.

 

Por: Slonik RafaelEm: outubro 9, 2016 | Em Educação  |
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